Never Give Up!
O despertador toca, são cinco e meia da manha. Plena segunda-feira. Hoje é dia de folga, mas algo me faz levantar bem cedo para uma corrida matinal. Visto uma roupa e saio para correr.
Vou até a praia que fica em frente do Centro onde me encontro concentrado com a seleção Brasileira de Remo. E de lá inicio minha corrida.
Objetivo? Chegar até a famosa Igreja de Nossa Senhora de Nazaré.
O sol ainda esta deitado preguiçosamente no horizonte. Como se estivesse saindo do mar. De cor vermelho sangue, o sol nasce poderoso, mas devagar, iluminando aos poucos toda a praia.
O Céu se transforma numa aquarela, que parecia ser pintada pelo mais poético pintor. Tons de roxos, laranjas, vermelhos e azuis davam a inspiração necessária para enfrentar o desafio.
A maré estava alta ainda, fazendo-me correr pela areia fofa, as pernas logo começaram a arder. E como ardiam. Mas nada de desistir. A tal da Igreja parecia nunca chegar.
Passaram-se 30 minutos de uma intensa corrida e a Igreja começou a se aproximar. O Sol já estava mais alto, mas ainda estava alaranjado deixando a Igreja como uma imagem escura no alto da montanha.
Mais alguns minutos de corrida e logo chegaria ao seu cume.
Foi um total de 47 minutos correndo num intenso ritmo até chegar ao pé do morro onde estava a linda igreja. Lá de baixo fiquei admirando minha conquista, já havia dias que queria alcançá-la.
Lá de cima a vista foi fantástica. Para qualquer lado que se olhasse havia o oceano azul claro. Olhando para a direita estava a praia que acabara de correr e olhando para a esquerda estava a praia de Itaúna, o famoso “Maracanã no Surfe”.
Era como se tudo que eu amo estivesse junto no mesmo lugar. O remo do Lado Direito, o Surfe do Lado Esquerdo e Deus a minha frente. Família? Estava no coração.
Voltando pela estrada que era a forma mais rápida de retornar até o centro, voltei pensando em tudo que esta acontecendo nessas ultimas 2 semanas. Nelas fiquei afastado de meus entes queridos e do meu hobby predileto. Recebi boas e péssimas noticias.
Lembrei-me que sempre vivi atrás de um sonho, o de ser o melhor remador possível e de conseguir chegar a uma olimpíada. Sempre sofri com isso, sempre me cobrei demais e por ser um sonho difícil de ser alcançado.
Hoje minha cabeça esta mudando um pouco. Sei que posso atingir esses objetivos. Mas não depende apenas de mim, mas de todo um sistema, que aos poucos sei que vou conseguir perfurar.
O que não posso é deixar de olhar para todos os lados. Nunca poderei ser apenas uma coisa, não nasci para isso. Tenho sempre de olhar para todos os lados, ouvir a todos e senti-los também. Mas uma coisa em especial nunca posso me esquecer, de ouvir ao meu coração...O que ele diz hoje? SIGA EM FRENTE!
Escrito por Matias Boledi às 09h04
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